Quarta-feira, Abril 02, 2008

Espelho

Quem é vc? O quer aqui?
Sempre com essa cara de quem comeu e não gostou! O que eu tanto faço ou deixo de fazer que não te agrada?

Aiii, para de olhar! Não gosto dessas suas cobranças.
Vc acha que é fácil? Fácil é ficar ai me olhando com cara de reprovação!
Procurando cada defeito, olhando aquela espinha, aquela celulite e a barriga... Sai da minha Aba. Se liga, sou mais eu!
Do que exatamente que vc não gosta? Mas tbm não consegue parar de olhar né?
Acho que vc não bate bem!
Hahahhaha, faz-me rir... Alias qual o seu problema comigo? Se não gosta de mim pq não vaza?
Ama-me??? Assim?
Sei!!!!!
Se eu acerto, vc é quem fica com a cara de mérito, toda pomposa. Achando-se a ultima bolacha do pacote!
Mas se erro, sua feição se transforma numa mistura de raiva e piedade que me sufoca.
Quer saber não quero mais olhar pra sua cara! Vai ver se estou na esquina... Cansei de vc me sabotando. Quantas xs insinuou que eu não tinha idade pra usar aquela saia! Ou me disse na cara dura que eu estava feia, mesmo depois de passar horas me arrumando...
Ta sempre a espreita esperando um deslize meu, presta atenção em tudo o que eu digo!
Baixa a guarda querida! Seja mais leve!
Mas seus dias estão contados, to te sacando! Chega de seu pessimismo!
Proponho uma trégua... E se não topar, vai ver se estou na esquina!

Domingo, Janeiro 06, 2008

Sentimento

Meu filho está crescendo!
Não quero que ele cresça, quero que seja pra sempre um menino, que corre pelo quintal, que ri de soluçar, que chora quando tem medo, que me chama de mamãe, e pede pra dormir comigo

Mas a cada cm que ele cresce eu vibro, cada palavra nova se torna o som mais bonito, cada sorriso maroto, mesmo a tinta derramada na camisa, quando ele olha pras letrinhas e diz AAAA, EEEE, IIII, OOOO, UUU...

Como um milagre a cada dia, como eu quero que ele cresça!!!!

Que sentimento ambíguo!

Sexta-feira, Setembro 14, 2007

Vida

Várias vezes na minha vida as coisas saíram do controle, isso nada tem a ver com escolhas ou derrotas, essas crises aconteceriam porque fazem parte do meu crescimento e da minha busca de um equilíbrio, da serenidade e paz! Depois de mãe me sinto mais madura, minha função é controlar essas fases, eu continuo perdendo o controle, mas de forma construtiva sem ficar o tempo todo olhando o próprio umbigo... Nesses momentos eu surtei mesmo, entrei numa de questionar, refletir, procurar um sentido e às vezes isso é muito solitário e dolorido, me lembro que sou assim desde criança, era uma criança quieta, tímida, quase triste. Ainda entro nessas fases e paranóias, mas filho centra, eu já fiz várias coisas na vida da qual poderia me orgulhar, mas nada se compara ao orgulho de ser mãe do Adinho, ele me guia, eu olha e penso, “como posso ter sido tão competente?” É um amor tão imenso, tão intenso, eu preciso ser forte pra educá-lo e ajudá-lo a se tornar um grande homem. Não há nada no mundo que me deixa mais envaidecida do que os elogios que recebo como mãe, nada se compara a isso, nem casamento, diploma, estudo, trabalho, nada... É tão bom quando ele pede meu colo, me abraça, é a demonstração de que estou no caminho certo... Sei que ainda piro as vezes, mas com um filho, a piração é comedida...Sem filho der repente piraria sem volta, rsrsr.
Sei que a felicidade completa não existe... existe o “estou feliz, e a felicidade acontece agora” e “não eu sou feliz, ou serei feliz um dia”...
Ontem eu tive uma boa sacada e resolvi umas pendências e posso dizer: “como fui feliz ontem!” Eu ainda surto, eu ainda piro, eu ainda me sinto infeliz e sozinha às vezes, mas o Adinho abrandou tudo isso...
Ás vezes está aqui no PC, ou assistindo TV e olho o Adinho e o Adi brincando. È muito forte a sensação de ver tudo funcionando em harmonia numa terça feira qualquer... e por isso “estou feliz” é o mais próximo que consigo chegar de “ser feliz”.
Tenho absolutamente tudo, não me falta nada. Tudo que eu preciso esta aqui, um dia qualquer onde eu perceba harmonia e a alegria que percorrem minha casa, sou uma mulher e uma mãe realizada, a pesar de ainda surtas às vezes...

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Metamorfose.

Transformei-me em mãe!

Assim, como num passe de mágica...

Nunca vivi nada tão emocionante, como naquele dia. Quando entrei naquela sala, com o coração disparado, um tanto assustada e com muito medo, não imaginava que estava prestes a sofrer uma transformação.

E assim que escutei aquele primeiro choro, a partir desse exato momento, nasceu junto com ele uma nova mulher, tornei-me mãe!

Foi quando eu o vi pela primeira vez, e pude sentir aquela pelezinha, nunca tinha experimentado uma sensação tão prazerosa e assim que ele veio aos meus braços, mal pude acreditar, as lágrimas escorriam em meu rosto, e um amor infinitamente maior que tudo que já senti, aflorou-se. Olhei para aquele rostinho tão familiar, e disse: “ Oi meu lindo, é a mamãe”, e foi tão impressionante aquele primeiro olhar, parecia me reconhecer e dizer: “ Eu sei”...

Tudo mudou naquela hora, pensamentos novos, medos que eu nunca sentira, conceitos e pré-conceitos refeitos. Um mundo novo se abriu muito mais claro e tudo com mais sentido, mais real.

Passei o dia olhando pra ele, admirando a perfeição, cada porinho, pelinho, cabelinho, dedinhos, unhinhas, mãozinhas, olhinhos... Ouvi seu coraçãozinho, procurei sua pulsação, parecia tão surreal.

Não dormi aquela noite, queria continuar olhando pra ele, zelando seu sono, sentia um medo irracional: “E se ele sumir?” E se ele parar de respirar? E se ele sentir medo, ou fome, ou se sentir sozinho, e se sentir frio ou calor? Será que esta confortável? E esse berço, é seguro?”

E todos os dia da minha vida partir daquele, foram assim, cheios de emoções, medos, inseguranças e alegrias.

Uma verdadeira metamorfose.

Alessandra Satie

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Cabelos.

Pode parecer fútil, mas meu cabelo é importantíssimo!

Acho muito interessante a gama de possibilidades que os cabelos nos dão, eles podem ser cortados, penteados, moldados, pintados, despenteados, alisados, enrolados...

Meu cabelo muda comigo, representa as fases da minha vida. Não da pra mudar o nariz, ou a cor dos olhos a toda hora, os cabelos, por sua vez são versáteis! Meus cabelos se moldam as minhas conquistas e minhas derrotas. Se estiver entediada, se alguma coisa não vai bem, eles ficam compridos, sem corte e da cor natural.

Mas quando eu consigo realizar um projeto, ou começo algo novo, eles revivem comigo, corro pro cabeleireiro, corto, repico, pinto, enrolo, aliso... Saio de lá confiante que tudo vai dar certo, que essa nova etapa é tudo de bom e tão linda e excitante como minha nova cabeleira!

Alessandra Satie

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Amiga da onça!

Olha não quero generalizar, mas como está difícil ter uma amiga!

Observo meu marido e seus amigos, os caras são parceiros, se ajudam...não existe criticas, nem cobranças, simplesmente são amigos, confidentes...

Quando estava grávida tive uma terrível depressão, meus amigos me apoiaram do jeito deles, não entendiam muito, mas me davam força...

As mulheres criticaram-me, muitas diziam que eu estava prejudicando meu filho, que ele nasceria agitado e bla, bla, bla...

Agora que parei de trabalhar pra ficar com meu bambino, não faltou gente pra me apontar, criticar, me disseram que eu estava me sacrificando por ele, que poderia ficar deprimida, outra me disse que filho a gente cria pro mundo( meu filho só tem um ano) e que eu não devia parar com a minha... E olha que eu só tenho 29 anos, tenho muito tempo pra tudo! E quem me disse isso: mulheres!

As mulheres se observam, reparam uma nas outras, é engraçado porque gosto de observar as pessoas, mas não me pego na aparência, estávamos no shopping esse final de semana e ouvi de uma amiga: “Nossa olha aquela gorda”, “olha aquela esqueceu de por a saia”, “mas Meu Deus que ridícula”, eu ficava que nem barata tonta procurando a gorda, a perna de fora ou a ridícula, não encontrei nenhuma delas.... Nunca vi um homem dizer pra outro: “ nossa olha a careca daquele”...

Sempre tem aquela amiga que quer te usar de escada pra parecer mais bonita, ou mais inteligente, ou aquela que quer todos os homens pra si, inclusivo os homens de outras mulheres, sempre tem a palpiteira e dona da verdade.

É lógico que existem as amigas do peito, mas que existem muitas amigas da onça, isso lá existe.

Alessandra Satie

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

TPM

Aiii, a TPM, mas q M...

Tô aqui quieta no meu canto, feliz da vida e de repente começo a perceber uma certa indisposição...

No dia seguinte lá esta ela, no meu encalço , meus hormônios revoltam-se contra mim e tudo me irrita, o barulho do vizinho, a comida da empregada, a voz do meu marido!

Sinto raiva, indigno-me com os problemas mundiais, com as guerras, com as diferenças sociais, com os míseros salários, com a maldade, com o preconceito, com a burrice, com a preguiça e com meu marido!

No outro dia sinto-me deprimida e choro vendo a propaganda do ursinho que conversa com o cachorrinho e entristeço-me com os problemas mundiais, com as guerras, com as diferenças sociais, com os míseros salários, com a maldade, com o preconceito, com a burrice, com a preguiça e choro no colo do meu marido!

Aí minha menstruação desce, sinto cólica, fico inchada e reclamo o dia todo com meu marido!

Bom a essa altura o pobre já esta dando graças porque a menstruação desceu e daqui a pouco estarei tranqüila, calmaria essa que tem dia pra acabar, por que mês que vem...
Alessandra Satie

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

Confusa.

Oi, meu nome é Satie, tenho 29 anos, casada com um filho lindo! Sou farmacêutica e parei de trabalhar pra cuidar do meu fofucho!

Ando confusa sabe!

Estava assistindo ao saia justa, onde elas dicutiam: OS MARIDOS! Falou-se dos defeitos, das dificuldade e etc...
Uma frase foi: Porque ainda insistimos em casar com esses homens?

Ou que a solução seria morar em casas separadas.

Senti que estamos revoltadas com a nova posição de mulher. Acho que apesar de termos avançado, ainda acho que em muitos níveis o homem ainda é dominante.

Não concordo quando ouço que alcançamos a igualdade, simplesmente tomamos pra nós funções que há algum tempo eram masculinas e as introduzimos na nossa vida, mas não nos preocupamos em fazer o homem assumir as funções "femininas".

Com isso nos atolamos em duplas, triplas jornadas, enquanto eles continuam com a vida deles. É claro que toda regra tem exceções e os mais justos percebem a necessidade de se redividir as tarefas de maneira justa!

Acho estranho, muitas amigas dizerem serem independentes, mas que não se sentem confortáveis quando tem que dividir a conta, quando por algum motivo tem que arcar com as despesas da casa!

Sei também que no começo os homens se revoltaram com a autonomia da mulher, estavamos ali disputando seus empregos, mostrando serviço e ganhando cada vez mais espaço num universo antes inexplorado por nós, porém hoje percebemos que demos um tiro no pé, tiramos dele algumas responsabilidades e mantivemos todas as nossas intactas!
Impressiona-me a capacidade da mulher de conseguir,num mundo ainda machista, demostrar seu valor.

Mas, a que preço? Conseguimos fazer parte da finança da casa...mas e eles o que fizeram pra ocupar o espaço que nós deixamos? Simplesmente a maioria deles não ocupa e voltamos a discussão da dupla ou tripla jornada. Está cômodo pra eles!

Além do que, atividades domésticas, educação dos filhos, são totalmente desprezados por alguns, como se nada valessem. A mulher que passa o dia cuidando da casa, do marido, dos filhos, simplesmente não tem folga, trabalha 24h por dia e infelizmente é um trabalho que não se enxerga. Écomum chegarem em casa e os copos estão lavados, a comida esta pronta e casa cheirosinha, como que tudo isso fosse feito em um passe de mágica...Uma amiga disse ao marido, "Nossa estou cansada" e ele: "Cansada de quê?" Ah, vai a M...

Li no orkut sobre uma mulher que queria continuar trabalhando , mas o marido insistiu que ela ficasse em casa pra cuidar da prole recém chegada! Outra sofre horrores porque queria ficar com a filha, mas o marido não lhe deu a opção de parar de trabalhar...Ou seja, ainda hoje muitas vezes os homens ditam as regras.

Meu marido é uma exceção. Entende que eu não quero ser dona de casa, mas quero ser mãe, e entende que sou eu quem tem que tomar essas decisões, e tenta me ajudar com a escolhas que eu faço.
Antes de criar esse blog convivi com mulheres de várias classes e os conceitos de evolução das relações ainda estão muito confusas...Algumas abandonam filho, família e tudo pela carreira, outras dão um tempo na carreira pra se dedicar a familia, outras apanham do marido e não tem opção nenhuma...

Estou tentando entender o que é ser uma mulher moderna: É ser a super mulher que dá conta de tudo e envelhece 10 anos em um, ou é aquela que tem coragem de fazer aquilo que quer, seja sendo uma grande executiva, ou sendo mãe em período integral, ou cuidando da casa, do filho, do marido, mas devagar conforme ela dá conta.

Não sei essas respostas!
Li na Veja que a mulher criou uma cama de gato com todo esse movimento de "igualdade", porque queremos ser como os homens, com seu direitos e deveres, mas eles não estão interessados em sererm como mulheres e redividir funções.

Sei que há muitas exceções...Mas está dificil nos encontrarmos, saber quais as nossas prioridades, saber o que nos faria realmente felizes.

Colocamos nosso filhos em creches com 4 meses, e sofremos porque queremos ser mães, proteger, cuidar! Mas não conseguimos decidir o que é melhor pra nós mesmas, porque lutamos tanto por aquele emprego, então ficamos infelizes trabalhando, quando queriamos estar lá vendo nossos filhos crescerem...e aquelas que ficam em casa pra curtir pelo menos o primeiro ano do filho sofrem toda pressão de ser comparada às "Amélias", principalmente por outras mulheres!

Quem é mais corajosa? Aquela que abadona uma carreira pra dedicar-se a família, ou aquela que sacrifica a família pra consolidar a carreira? Sinceramente não sei...

Bom, é isso gente, são mais dúvidas que respostas. Devagar vou contando minhas experiências de esposa e mãe! E vou observando as histórias que escutei e as histórias de vcs!


Espero que me entendam ou me critiquem, mas que me façam entender o verdadeiro espaço da mulher nessa nova sociedade, que no meu ponto de vista ainda continua injusta conosco.

Um grande abraço, espero criar vínculos de amizades por aqui!

Beijos!

Alessandra Satie


Obs: As idéias colocadas aqui são frutos da observação da minha vida e da vida das pessoas que me cercam...Não trata-se de uma autobiografia, mas da vida de mulheres de qualquer idade, etnia, religião ou condição social!
O blog vai ser atualizado regularmente com o enfoque de discutirmos nossas duvidas e questões que nos cercam!
Sob o ponto de vista de quatro irmãs:

Alessandra Satie: 29 anos
Anita Reiko: 26 anos
Renata Mayumi: 19 anos
Vanessa Terumi: 17 anos